DEFINIR: MOTIVAÇÃO
Motivo: s.m. A razão de ser, a causa de qualquer coisa....o que dá força psíquica, põe alguém em prontidão para ação.
Provocar, ocasionar.
Motivação: sf. Ato ou efeito de motivar.
Existem numerosas escolas e interpretações sobre o que é motivação e como obtê-la para nossos próprios objetivos. Uns discutem que ela pode ser trazida pela influência de alguma coisa ou de alguém sobre um certo indivíduo, e outros advogam que ela é interna. Neste caso, nada ou ninguém seria capaz de nos motivar, considerando que isso seria impossível. Alguns defendem a automotivação, mas isso parece ser um pleonasmo, uma vez que, se admitimos que a motivação é interna, ela só poderia ser oriunda de nós mesmos.
Quantos às razões para a motivação, essas teriam a ver com as necessidades do ser humano, incluindo a autorrealização, a autoestima, razões sociais, de segurança ou fisiológicas, segundo Abraham Maslow, importante psicólogo norte-americano que listou tais necessidades de forma hierárquica.
Não acredito que pudéssemos dissociar as diferentes razões motivacionais, todas elas combinadas em um "caldo mental" interior a cada um de nós, umas perceptíveis e outras não, embora todas agindo de alguma forma para nos conduzir na direção de um certo procedimento. Por exemplo, o que estaria me levando a escrever este artigo? Quais são minhas motivações?
"Melhor será prevenir a doença do que tentar curá-la. Ainda assim, a motivação para mudança não é suficientemente forte para provocar as alterações necessárias" |
Depois de tantos anos participando de inúmeras iniciativas relativas á obtenção de melhores condições fisiológicas, desde a simples reabilitação (que não é tão simples), até o desafio de um ultramaratonista que pretende bater um recorde espantosamente complexo para nós, é claro que a motivação é algo que me interessa. Nosso país tem um número reduzidíssimo de praticantes de exercício físico. Apesar de imaginar sermos um país atlético e ativo, apenas cerca de 2.5% de nossa população frequenta academias de ginástica. Desses, 10% em média abandonam essa prática a cada mês! Desconhecemos o número dos que fazem exercícios por conta própria, mas sabemos que, mesmo nas condições em que a atividade física é criticamente necessária, como é o caso dos processos de reabilitação cardiovascular, o percentual de aplicação desse recurso é muito baixo. A grande maioria dos profissionais que lidam com este problema prefere técnicas invasivas e não estão motivados para o uso de técnicas não invasivas, das quais uma das mais importantes é a prática física.
Ora, se os profissionais de saúde não encontram sua motivação na prevenção ou na recuperação por métodos naturais, se nós mesmos não encontramos razões e motivos para prevenirmos nossas mazelas, temos diante de nós um enorme desafio. Melhor será o investimento para prevenir a doença, que o investimento destinado a curá-la. Essa constatação é do conhecimento de todos, ou quase todos, mas ainda assim, a motivação para a mudança de comportamento não é suficientemente forte para provocar as alterações necessárias.
Como podemos contribuir para que isso aconteça? Ousamos fazer algumas sugestões, a saber:
1) No nível pessoal – Refletir sobre a necessidade de promover mudanças em nosso comportamento pessoal, alterando ou corrigindo nossa dieta, introduzindo práticas diárias que contemplem o exercício físico, associado ao esporte ou não, conversando com nosso próprio subconsciente para convencê-lo a nos ajudar nisto.
2) No nível familiar – Discutir esses temas com seus familiares, verificar quem está com excesso ou falta de peso, com baixo condicionamento, envolvido em hábitos nocivos como o fumo e o álcool, etc. Uma conversa em família sobre as práticas uns dos outros pode trazer resultados muito compensadores. Quer dar um bom presente a sua mãe? Comece por buscar convencê-la a ter uma vida mais saudável e incorporar o exercício ás suas práticas diárias. Quer ser agradável para seus filhos? Converse com eles sobre a prática esportiva, acompanhe o que fazem nessa questão em suas escolas, incentive-os a obter melhores resultados, participe de suas vitórias e compartilhe seus fracassos nesse campo. Seu pai é um pouco (ou muito) obeso? Fumante? Sedentário? Adote-o. Faça dele sua prioridade diária e comece a motivá-lo a mudar para melhor.
3) No nível social – Nunca perca uma oportunidade de promover hábitos saudáveis entre as pessoas de seu relacionamento, de seu bairro, de sua escola. Busque discutir a incorporação de práticas saudáveis em sua comunidade. Muitas vezes coisas simples proporcionam enormes resultados.
Mas, será que você está preocupado (a) em motivar os outros? Sim! É exatamente sobre isso que eu estava escrevendo. Quer saber a melhor notícia? Garanto que, por motivar os outros, o efeito colateral é que essa mesma motivação se voltará a seu favor, e você vai auferir benefícios que nem imaginava, apenas por que passou a semear a boa semente. Experimente. Adote um sedentário!
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