A LEVE DESIDRATAÇÃO NÃO PREJUDICA O DESEMPENHO NO EXERCÍCIO
“A Hiponatremia é uma doença muito comum em pessoas que não se exercitam com freqüência ou atletas amadores”. |
O Gatorade Sports Science Institute, em Barrington, Illinois publicou um estudo que revela que 46% dos exercícios recreativos causam desidratação (Applied Physiology, Nutrition and Metabolism, June 2006). No entanto, o estudo não afirma que eles são prejudiciais. Não há comprovações de que esta leve desidratação afete a saúde ou o desempenho atlético. Outro estudo da Universidade de Connecticut mostra que uma pessoa deve perder uma quantidade considerável de líquido, antes que isso afete o seu desempenho (Medicine & Science em Sports & Exercise, outubro de 2006).
Quando você pratica exercícios por mais de uma hora, precisa repor o líquido consumido ou empregado, porém não deve exagerar. O excesso de líquido pode causar um desequilíbrio denominado Hiponatremia, potencialmente fatal. Normalmente, a quantidade de sal e de outros minerais na circulação sanguínea deve ser equivalente ao conteúdo mineral total, em todos os tecidos do corpo. Caso as concentrações minerais não sejam equivalentes, elas tentam se equilibrar. O líquido segue para a área com reserva mineral inferior à de maior concentração. Caso você exagere na reposição do líquido, nos casos de diminuição do nível mineral no seu sangue, os níveis em seu cérebro se elevam mais do que os níveis em sua circulação sanguínea. Isso leva o líquido para a corrente sangüínea no interior de seu cérebro, que aumenta a pressão cerebral e pode causar convulsões e a perda da consciência. Isto pode causar um dano cerebral permanente.
A Hiponatremia é uma doença muito comum em pessoas que não se exercitam com freqüência ou atletas amadores. O principal fator de risco é ter mais tempo para se concentrar na reposição do líquido do que no ritmo do exercício, sem se importar com a atividade ou com a duração do evento. Os atletas de alto nível ingerem muito pouco líquido durante as competições, como nos casos dos ciclistas, ou corredores de maratona, pois é muito difícil voltar a preocupação para a reposição de líquido enquanto se está perto de ultrapassar limites. Em média, nas maratonas, costuma-se ingerir menos de uma xícara a cada hora durante a corrida. Essa quantidade está bem abaixo da quantidade recomendada pelo American College of Sports Medicine, há apenas alguns anos. Com base nos estudos atuais, pode ser perigoso para atletas comuns ingerir mais de 5 copos por hora.
Estudos recentes demonstram que os seres humanos podem tolerar significativa desidratação antes de sofrer prejuízos ao seu desempenho, e que a maior parte dos casos de cãibras musculares não é causada por desidratação ou perda de sal. Elas são causadas pela própria lesão muscular e podem ser controladas por exercícios mais moderados e alongamentos musculares.
As opiniões do Dr. Mirkin e as referencias citadas tem propósito informacional, e não pretendem diagnosticar ou prescrever. Para diagnose e tratamento específicos, consulte o seu médico.
(Texto traduzido do original em Inglês. Pedimos relevar possíveis falhas quanto aos termos médicos eventualmente empregados.)
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