OBESIDADE E MOTIVAÇÃO

“... quando o profissional decide acompanhar o paciente, a primeira coisa a ser feita é avaliar a motivação do paciente quanto a implementação de uma série de mudanças dramáticas e estáveis em sua rotina”.

No mundo atual, um importante paradoxo se destaca em meio a uma série inquietante de outros absurdos da modernidade. Apesar da urgência do fitness e de ideais estéticos nem sempre atingíveis, utilizando meios assustadoramente artificiais, e a despeito do crescimento da prevalência dos transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia nervosa, uma doença se estabelece como marco de grande evolução e modernidade: a OBESIDADE.

A obesidade não é mais a segunda causa de morte reversível em adultos no mundo, ela ultrapassou a sua concorrente direta nos últimos cinco anos, o cigarro, e deve prosseguir em seu passo rápido e epidêmico.

Todos, de educadores físicos a médicos, nutricionistas, psicólogos, políticos, marqueteiros, professores escolares, donos de cantinas, pais, avós, entre outros, são responsáveis pela orientação das crianças, jovens e adultos que não conseguem, visivelmente, ter controle e lutar contra a doença. E tudo começa com o sobre-peso!

Provavelmente este movimento não será simples, seu começo deverá ser composto de iniciativas individuais e de peso, desculpem o trocadilho... e, nesse sentido, sinto-me honrada de ter uma equipe pronta, em meu Centro de Saúde, para receber e orientar pacientes que necessitam de tratamento da patologia.

No campo do tratamento da obesidade, nada parece mais obvio que a relação “comer demais engorda” e, já que isto é evidente, “parar de comer demais emagrece” é conclusão também obvia. Apesar destes binômios, tão claros, parecerem encerrar a verdade absoluta, o fato é que eles impedem o uso da verdade ao qual temos acesso hoje em dia. Assim, tanto o leigo quanto o profissional de saúde se deixam seduzir por uma explicação simplista e até certo ponto falsa, que traz acoplado um tratamento igualmente simplista e sempre falso. Esses binômios levam a condutas facilmente vendáveis, equivocadas e danosas, que não raro são dolorosas ao paciente. Ou seja, quando o profissional decide acompanhar o paciente, a primeira coisa a ser feita é avaliar a motivação do paciente quanto a implementação de uma série de mudanças dramáticas e estáveis em sua rotina, que de agradáveis, ao menos no início, só tem o fato de serem promessas saudáveis. Depois disso, deve-se inserir essa motivação no contexto terapêutico de forma produtiva, casada sempre com os exercícios físicos que são altamente “produtores de drogas naturais” provocando prazer e bem-estar.

Portanto o trio exercício (educador) + nutrição (nutricionista) + motivação (psicólogo) é a chave da vitória contra esta doença.

EXERCÍTE-SE! FAÇA EXERCÍCIO SEMPRE!

Dra. Jaqueline Bittencourt
Diretora do Centro de Saúde Jaqueline Bittencourt
Av. Padre Leonel Franca, 110 - 3o andar
Gavea - Rio de Janeiro, RJ - 22451-000
Telefone: 21-2274-6747



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