
VO2MAX:O QUE É E PARA QUE SERVE?
“Além das medições clássicas da área médica, tais como: pressão arterial, temperatura corporal, peso, componentes do sangue, e outros; temos ouvido falar com certa freqüência de “VO2Max”, especialmente em ambientes ligados ao esporte e ao condicionamento físico”. |
Medir é essencial para conhecer e decidir. Medimos para saber onde estamos, ou quem somos, e para avaliar para onde queremos ir, ou no que queremos nos transformar. Sem medir, nossa capacidade de decisão e controle sobre nosso próprio destino é ineficaz ou inexistente. Tudo será possível acontecer com aquele que não sabe quem é ou onde está.
Na área da saúde, a medição é uma atividade crítica, e a base de praticamente todas as nossas decisões ou orientações que recebemos dos profissionais que nos assistem.
Além das medições clássicas da área médica, tais como: pressão arterial, temperatura corporal, peso, componentes do sangue, e outros; temos ouvido falar com certa freqüência de “VO2Max”, especialmente em ambientes ligados ao esporte e ao condicionamento físico. Ainda pouco conhecido do público leigo, mas familiar aos profissionais da fisiologia, o “VO2Max” ou “consumo máximo de oxigênio”, é um indicador importante do nível de condicionamento físico. Quanto maior for o consumo de oxigênio, melhores serão o condicionamento físico e a eficiência do sistema cardiovascular. A quantidade de oxigênio transportado pelo sangue, para alimentar o restante do corpo, é importante para o desempenho dos órgãos, e especialmente dos músculos submetidos a um esforço adicional. Nesse transporte, além dos componentes essenciais do sangue, como os glóbulos vermelhos, a capacidade que temos de usar tal oxigênio é essencial para determinarmos o nível de condicionamento físico, particularmente o aeróbio. A capacidade de transportar oxigênio é algo tão importante para o corpo que ele, ao perceber que o ar inalado tem menos oxigênio (como é o caso de locais em altitude elevada), aumenta a própria capacidade do sangue em transportar oxigênio, aumentando o número de glóbulos vermelhos. Um pequeno truque conhecido por atletas de alto nível: treine em locais altos, estimule o corpo a transportar mais oxigênio para os tecidos pelo aumento da quantidade de glóbulos vermelhos, e depois vá para sua competição ao nível do mar. Isso fará com que seu desempenho seja melhor, pelo menos até que o corpo novamente se adapte ao nível de desempenho necessário na nova altitude, um processo que demora alguns dias na maioria dos casos.
Quando a importância de medir o VO2Max foi identificada, há muitos anos, os recursos necessários para determinar sua medição não eram tão disponíveis. Foi apenas depois do advento dos sistemas de ergometria computadorizados que, através da ergoespirometria, se conseguiu medir diretamente o volume de Oxigênio inalado pelo corpo. É claro que, em circunstâncias ambulatoriais, ainda havia que ser devidamente controlada a calibração dos aparelhos que efetuariam tal medição, a qualidade e facilidade do uso das máscaras necessárias, a habilidade do profissional em entender os resultados medidos a partir de tais medições etc.
À medida que esse tipo de medição se tornava cada vez mais popular, surgiram instrumentos mais aperfeiçoados, inclusive capazes de serem usados em ambientes não ambulatoriais, e até instaláveis em um atleta que treinasse em campo aberto. Isso trouxe outros desafios mecânicos e elétricos, tais como a necessidade de construir um equipamento que fosse leve o suficiente para ser transportado por um atleta durante o exercício, e que eventualmente pudesse transmitir os dados coletados para uma base remota. Esse tipo de produto, embora já disponível, ainda tem um custo elevado e proibitivo para a grande maioria dos praticantes profissionais.
Enquanto isso, os especialistas do segmento escreveram numerosos trabalhos, visando obter métodos de identificar o VO2Max de forma indireta, com um grau de acuidade aceitável. Inúmeros procedimentos foram publicados e têm sido usados pelos profissionais que não dispõe de um equipamento ergoespirométrico ambulatorial ou portátil, mas ainda assim conseguiam, de forma indireta, identificar o consumo de oxigênio de seus pacientes/clientes, com o objetivo de prescrever exercícios que lhes fossem adequados, em termos aeróbios.
Nos últimos anos, com a evolução dos estudos sobre o comportamento elétrico do coração, descobriu-se haver uma relação entre este comportamento e o condicionamento físico, especialmente o consumo de Oxigênio. A questão é: como acompanhar o comportamento elétrico do coração de uma forma tal que se pudesse depreender, de tal comportamento, uma medida confiável do VO2Max?
Depois de investigações e estudos matemáticos que envolveram profissionais de outros segmentos, a Polar conseguiu patentear um algoritmo que, ao analisar o comportamento do intervalo em milissegundos entre uma contração e outra do ventrículo esquerdo, correspondente ao ponto “ R” do complexo QRST (cada uma dessas letras corresponde a um dos pontos de contração de uma das câmeras que compõe o músculo cardíaco), estimasse o VO2Max do paciente/usuário. Mais que isso, a Polar conseguiu um grau de reprodutibilidade elevado, especialmente quando se acompanhava o comportamento de indivíduos sedentários. Esse acompanhamento tinha que ser feito em repouso, porque em um nível de intensidade mais elevado, seria impraticável medir e avaliar a distância em milisegundos entre um ponto “R” e o seu subseqüente. O que se buscava era o entendimento do grau de variação desse intervalo, aquilo que se chama de “Variabilidade da Freqüência Cardíaca”. Uma outra coisa que se descobriu é que quanto mais condicionado fosse um praticante, maior seria a variabilidade dessa distância “R – R” durante o repouso. Ou seja, pessoas menos condicionadas têm uma variabilidade menor ou inexistente, enquanto que aquelas mais condicionadas têm uma grande variabilidade. Era preciso ainda discernir entre esse fenômeno e eventuais problemas elétricos derivados de outras situações, como por exemplo, as arritmias.
“A qualidade da medição indireta feita no Polar era excelente, e o método se prestava á medição dessa variável em ambientes não ambulatoriais e, além disso, por um custo irrisório”. |
Considerando tudo isso, a Polar criou uma função para calcular um “Índice de Condicionamento”, a principio para avaliar indivíduos sedentários. Entretanto, o mercado logo começou a usar essa função para avaliar indivíduos que não eram sedentários, e os desvios foram anunciados com estardalhaço por alguns afoitos: “A Polar criou um índice que não funciona!”, alegaram alguns, em trabalhos publicados no meio acadêmico. Em virtude disso, a Polar introduziu aperfeiçoamentos em suas fórmulas, passando a considerar também indivíduos bem condicionados. O resultado foi positivo, e hoje o mercado dispõe de um instrumento para avaliar o VO2Max de qualquer indivíduo, sedentário ou não, durante o repouso. Alguns profissionais do mercado não acreditaram que isso pudesse ser possível e passaram a comparar os resultados obtidos com o novo índice com medições feitas em aparelhos de ergoespirometria. O resultado foi decepcionante para aqueles que pretendiam continuar com o estardalhaço anterior. A qualidade da medição indireta realizada no Polar era excelente, e o método se prestava á medição dessa variável em ambientes não ambulatoriais e, além disso, por um custo irrisório. O método funciona, é confiável, e mais que isso, é imbatível por qualquer outro método indireto de avaliação do VO2Max. Além disso, está cada vez mais disponível, presente em produtos de menor custo e se tornando uma facilidade útil para qualquer praticante, profissional de alto nível ou simples praticante recreativo. Mais uma vez a Polar apresenta ao mercado uma função derivada da medição do comportamento elétrico do coração, e a torna uma coisa comum, mas de grande utilidade. Por falar nisso, você já mediu o seu VO2Max hoje?
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