PORQUE FUGIMOS DO EXERCÍCIO?

Sou o Dr. Paulo Vicente de Almeida, formado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás, e especializado em Neurologia e Psiquiatria. Estarei com vocês nas próximas edições abordando assuntos como Planejamento de Treinamentos, Problemas Causados pelo Overtraining, entre outros.

Adepto da Medicina Esportiva realizo atividades físicas todos os dias. Participei, inclusive, da Corrida de São Silvestre, no ano de 2005.

Utilizo conceitos desta área da medicina para tratamento de várias doenças, como Derrame Cerebral,   Mal de Parkinson,   Labirintite,   Transtorno do Humor - Depressão,   Dores Crônicas,   Doenças da Coluna etc. Estou conseguindo que pacientes bem enfermos caminhem pelo menos 1 minuto a cada hora.  Em 1 mês eles chegam a caminhar 2 minutos a cada hora, o que corresponde a 24 minutos por dia.  Para estes pacientes este resultado é uma vitória. Obtemos progressos impressionantes quando associamos os exercícios aos poucos medicamentos empregados nas diferentes patologias.

A cada final de ano fazemos as mesmas promessas:   seguir uma dieta, voltar para a ginástica, parar de fumar, parar de beber e por aí vai... Quem de nós já não teve pelo menos um abandono das atividades físicas? Quantos entram  em academias no início de verão e a abandonam no carnaval?  É muito difícil manter o hábito de fazer exercícios uma vez que estes não são considerados essenciais a nossa sobrevivência. Ou, pelo menos, acreditamos não ser.

Comemos nosso almoço com o maior prazer, pois o prejuízo por sua falta é causado por sensações que nos afetam diretamente e de maneira instantânea: dor ou mal estar. Pensamos nos prejuízos diretamente ligados à sobrevivência. Fazemos sexo pela sobrevivência de nossos genes e pelo prazer que nos proporciona. 

Há 3 mil anos caminhávamos pela sobrevivência, um exercício incessante pela busca de alimentos e preservação da vida.  Puxávamos o arado com nossa força muscular para plantar o trigo e fazer o pão. Percorríamos grandes distâncias e tirávamos água de poços. Tudo em prol da própria sobrevivência. 

60 anos atrás fazíamos tudo sem auxílio dos meios de transporte, seja desde uma bicicleta ao carro mais sofisticado. Caminhávamos bastante e, conseqüentemente, fazíamos muito exercício físico.

Hoje, é carro para ir ao trabalho, para levar as crianças na escola, ir ao supermercado fazer compras,   ir à padaria. Mesmo que signifique voltar para casa no maior estress, ao final do dia. E pensamos: "Caminhada? Nem pensar... estou tão cansado... meu corpo dói inteiro... preciso descansar desse estress".  E assim deixamos de nos exercitar, novamente.  Pela milésima vez, fugimos de uma simples caminhada. 

Mas, se você está se perguntando sobre como mudar este quadro, tenho alguns argumentos.

Com relação ao sexo, a questão é bem ampla. Veja como o estado físico e emocional poderão atuar de forma significante na melhoria do desempenho:

  1. O bom humor reflete no aumento da disposição para o sexo.  
  2. A  beleza do corpo melhora a auto-estima e dá uma turbinada na vida sexual. 
  3. Melhoria acentuada da função cardiovascular,   conseqüentemente, da circulação sanguínea em vários órgãos.  A melhora da circulação do sangue nos órgãos sexuais é como uma espécie de  "Viagra natural”,   aumenta a ereção masculina e a prolonga por mais tempo.
  4. Como a própria relação sexual é uma espécie de ginástica aeróbica,   nada melhor que estar em forma, para os batimentos cardíacos mais altos não cansarem os parceiros tão rapidamente.  
  5. As endorfinas liberadas pelos exercícios ajudam pessoas mais deprimidas e estressadas. Desta forma, elas passam a ter uma vida sexual mais ativa e com qualidade.

Estas dicas servem para todas as idades.  Evidentemente que, pessoas com mais de 50 anos alcançarão uma melhora acentuada na sua vida sexual, caso pratiquem exercícios físicos. Este não é um bom motivo para se exercitar?

Creio que hoje, 3 caminhadas de 40 minutos ou  2  corridinhas de 30 minutos e 4 sessões de musculação para os braços e tronco, semanalmente, sejam suficientes para manter alguém em forma.  Difícil será manter este objetivo, com o corpo sempre nos boicotando!

Para fechar essa edição, veja algumas dicas que poderão motivá-lo (a):

  1. Não insista em corridas muito longas. O melhor é, manter distâncias mais curtas, confortáveis e se exercitar freqüentemente.
  2. Não se cansar demais e nem estressar demais o corpo com exercícios em demasia. 
  3. Pensar na estética, em fazer exercícios para ficar mais bonito(a) e mais atraente, melhorara a atividade sexual, mantendo-se mais saudável. 
  4. Motive seu corpo!  Dialogue e negocie com ele. No fundo, quem manda e decide é ele. Portanto, entrem em acordo.

Até a próxima!

Dr. Paulo Vicente de Almeida

Médico formado pela Universidade Federal de Goiás
Neurologista e Psiquiatra

e-mail  paulovicentecma@uol.com.br


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