Nos próximos artigos, estarei abordando questões que dizem respeito a nossa vida diária: o medo, a ansiedade, a angústia, as aflições, as inseguranças, entre outros aspectos psicológicos que nos afligem e que nos deixam “doentes”. Como já havia escrito anteriormente, mês de fevereiro, Hipócrates já dizia em 460-355 A.C.:
“Os homens precisam saber que de nada mais além do cérebro vem alegrias, prazeres, divertimentos e esportes, e tristezas, desapontamentos, desesperanças e lamentações. E, por isso, de uma maneira especial, nós adquirimos visão e conhecimento, nós vemos e ouvimos. E pelo mesmo órgão nos tornamos loucos e delirantes, e medos e terrores nos assaltam, alguns de noite e outros de dia… Todas essas coisas nós suportamos do cérebro, quando ele não é sadio”.
Em leituras complementares você encontrará várias reportagens/textos que falam sobre o medo. Para não ser repetitivo/redundante vamos refletir/buscar juntos “por que criamos/ alimentamos a Sociedade/Cultura do Medo?”.
Tudo tem início no útero, onde entre 13ª a 16ª semana um cérebro em formação já responde aos estímulos internos/externos para se “defender” e aprender/organizar o que pode ser prejudicial ou não. Então, uma mãe estressada pode gerar instabilidades emocionais ao feto, prejudicial ao desenvolvimento cerebral, apesar de que, um pouco de estresse faz bem para ir aprendendo a enfrentar as adversidades da vida diária.
Na atual Sociedade da Informação que vivemos sempre falo que é importante levar em consideração a idade de uma criança a partir da concepção, ou seja, incluir os 9 meses. Uma mãe grávida está constantemente a mercê dos estímulos sonoros nocivos ou não ao feto. Pode ser desde uma simples música clássica até um bate-papo em um bar. Olhando a barriga da mãe, a primeira vista, parece que o feto está bem protegido do meio externo, porém as pesquisas recentes mostram que os estímulos externos podem influenciar no desenvolvimento cerebral. Mas como há muitas variáveis durante o desenvolvimento cerebral, é importante a mãe se informar/ler sobre o desenvolvimento cerebral do feto, bebê e criança.
Um estudo que iríamos realizar era o “Papel da mãe no sucesso de atletas”, como é o caso do Ronaldinho Gaúcho, Kelly Slater, Acelino “Popó” Freitas, entre outros que sempre oferecem/agradecem o título/prêmio à mãe. Será que são mães menos ansiosas e mais centradas/focadas? Será que foram mais rigorosas na educação? Será que sabiam impor limites? Será que havia mais diálogo? Entre outros questionamentos que estávamos buscando levantar e responder para compreender melhor o papel da mãe na formação de um atleta de alto rendimento.
De qualquer forma, observando empiricamente, há indícios da participação da mãe na educação cerebral emocional dos filhos: correlação significativa da influência dos aspectos emocionais da mãe na educação emocional dos filhos. Sem dúvida que há muitas variáveis que podem influenciar nos nossos sentimentos. Mas como falei no início “por que continuamos alimentando/reforçando a cultura do medo?” Está na base da nossa educação para a sobrevivência?
Assim, vou continuar no próximo artigo falando sobre o tema “Educando o Cérebro Emocional”.
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Fica aqui uma sugestão para buscarmos meios para fortalecer o nosso cérebro emocional:
Um estudo recente publicado em outubro de que a “Meditação melhora atenção e autocontrole” assinala que "A conclusão razoável é que, com cinco dias de prática da meditação integradora, foram alcançadas melhorias nos níveis de atenção, cognição, emoção e reação ao estresse". Como já falei em outros artigos anteriores, é possível diminuir a nossa ansiedade, estresse, angústia, entre outros aspectos emocionais que nos afligem a partir de uma prática meditativa. Então, por que não vamos praticar a meditação?
Apesar de existir dezenas de alternativas para uma prática de relaxamento que possam diminuir os nossos medos e ansiedades, ainda precisamos buscar meios mais eficazes para conseguirmos alternativas melhores para a neurodiversidade de cada indivíduo para fortalecer o nosso cérebro emocional e buscar um equilíbrio mente-corpo mais saudável.
Leituras Complementares: Labirintos do Medo. A ansiedade pode ficar fortemente gravada no cérebro humano. Mas não se aflija - pesquisadores já estão descobrindo novas maneiras de apagar esta impressão Identificada região do cérebro ligada à ansiedade A ansiedade e o medo estão intimamente relacionados Como funciona o medo Cara de medo provoca reação mais rápida |
Prof. Dr. Emílio Takase
Laboratório de Neurociência do Esporte e Exercício – Rede Cenesp/Ufsc
http://www.educacaocerebral.com
http://www.neuropedagogia.com
Tel.: (48) 3721 8245
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