Caros amigos,
nas edições anteriores nós conversamos um pouco sobre o tal “espaço operacional” em que se inserem as atividades do treinamento. Vimos como tudo se resume a um conjunto de variáveis, delimitado por um espaço útil formado por uma condição física mínima e uma máxima. O nosso treinamento ocorre dentro desse intervalo e nós utilizamos uma certa quantidade de técnicas para sair de um nível mais baixo para um mais elevado com a maior rapidez possível. As melhores técnicas de treinamento são aquelas que combinam a velocidade de aperfeiçoamento, a eficiência e a possibilidade mínima de lesão ou mal estar.
Em outras edições falaremos sobre a importância de se registrar o passado para melhor planejar o futuro. Chamaremos sua atenção para a necessidade de manutenção dos “diários de treinamento”, simples ou informatizados, que contenham os resultados de seu trabalho e sirvam de referência para possíveis mudanças.
Já discutimos muitas vezes sobre a importância do conhecimento de nossos limites, e de como tais limites se associam com a freqüência cardíaca. Entretanto, existe ainda um número expressivo de corredores que desconhecem essas questões. Para nosso espanto, já soubemos até de técnicos que não consideram tais coisas, apesar da incontestável evidência científica em contrário. Preferem submeter seus atletas a riscos desnecessários, ou a treinamentos ineficientes, sob o argumento de que a tecnologia implica em custos que não conseguem suportar. Tais argumentos são falaciosos e um atleta que tenha um mínimo de respeito por seu corpo não pode deixar de considerar o que a ciência nos traz como contribuição efetiva à sua qualidade de treinamento e proteção.
O soldado grego cuja experiência deu origem à Maratona dos tempos modernos morreu ao final de sua corrida. Ele não sabia coisa alguma sobre os limites do próprio corpo e morreu porque sua vontade foi superior aos seus limites. Nos últimos tempos já assistimos finais de Maratonas Olímpicas em que um atleta completava seu percurso completamente extenuado. Cenas famosas e exibidas “ad nauseam” pela imprensa na época mostravam uma atleta que completou a Maratona praticamente engatinhando. Nunca se falou muito sobre o que aconteceu com essa atleta depois desse feito, considerado por muitos como “heróico”. Alguém me disse que essa mesma atleta nunca mais correria uma outra Maratona, mas não tenho maiores detalhes disso. Se isso foi mesmo verdade, teríamos nada mais que um outro exemplo de uma vida atlética que poderia ter sido mais bem aproveitada, ou que talvez tenha se encerrado prematuramente.
Graças a Deus e à Ciência, hoje temos milhares de pessoas que correm uma Maratona e ainda encontram disposição para se divertirem com isso. Ainda há um longo caminho a percorrer para que a conscientização alcance o nível necessário, e para que um número cada vez maior de pessoas possa desfrutar o saudável esporte da corrida, ou da caminhada para aqueles que ainda não conseguem ou não se sentem bem correndo. Um fanático por corridas uma vez me disse que “só caminha quem não pode correr”, uma frase polêmica, mas que traz algo de verdade. O entusiasmo que o treinamento nos proporciona faz com que cada vez busquemos ir mais rápido, e mais longe. Da caminhada à corrida parece ser uma coisa muito natural.
Se quiser continuar a discussão sobre o assunto, sugiro que você participe da discussão em nosso Fórum. Clique aqui!
Até breve!
José Carlos de Seixas
CEO - Proximus Tecnologia Ltda.
| Agradecemos sua visita! Para que as publicações estejam cada vez mais próximas de seus interesses, gostaríamos de contar com sua colaboração na qualificação das questões abaixo: |
Esse newsletter foi criado para compartilharmos com você tudo que sabemos sobre o exercício físico e suas vantagens. Se desejar receber as próximas edições em seu email, CLIQUE AQUI para se cadastrar. Indique nossa Newsletter aos seus amigos, mesmo que eles não possuam um de nossos equipamentos. Ficaremos felizes em compartilhar com eles, também, nossas experiências.
