Nesta edição, darei continuidade ao artigo anterior: sobre alterações psiconeurofisiológicas através de equipamentos chamados de Biofeedback e das práticas de meditação. No artigo de setembro estarei abordando especificamente o Biofeedback e no mês de outubro o Neurofeedback. Segundo Wikipedia “O Biofeedback consiste em um processo de aprendizagem mediado por sofisticados equipamentos capazes de captar, transformar e devolver diversos sinais vitais (exemplo: atividade eletrodérmica, freqüência cardíaca, EMG e EEG) através de uma interface amigável (exemplo: sons e imagens) para que os sujeitos submetidos ao equipamento possam aprender a se "autoregularem", modificando o funcionamento das funções "involuntárias" de seus corpos. Freqüentemente utilizado no campo da Psicologia, Medicina, Reabilitação e aumento de performance (exemplo: esporte, educação)” (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Biofeedback).
Como foi comentado no artigo anterior, sobre os praticantes de meditação e a variação da freqüência cardíaca em função da técnica, podemos sugerir que a prática constante de técnicas de meditação altera as conexões sinápticas, ou seja, há alterações significativas em determinadas áreas do cérebro em função de uma técnica de meditação. Ao analisar o gráfico, observamos que há diferenças significativas no comportamento da freqüência cardíaca entre a técnica do Kundalini e Chi. Mas uma pessoa que está começando uma prática milenar como o yoga, vai levar algum tempo para atingir o mesmo nível/grau de controle psicofisiológico para conseguir os benefícios ou as alterações cerebrais desejadas. Então, como buscar alternativas que diminua o tempo para conseguir resultados satisfatórios em relação às conexões sinápticas e estruturais?
Uma seria utilizar o freqüencímetro cardíaco para monitorar as respostas da FC. A pessoa (praticante de yoga, por exemplo) que está vendo a sua própria resposta da FC está realizando o biofeedback, ou seja, a pessoa está sob o controle da própria resposta fisiológica, no caso a FC. É muito mais confortável para a pessoa saber que está progredindo ou não na busca de conseguir mudar o comportamento ou mesmo de ter um autocontrole sobre si mesmo. Por exemplo, o biofeedback da variabilidade da freqüência cardíaca pode contribuir na diminuição/controle do estresse ou na melhora do quadro clínico de depressão (em inglês há vários artigos sobre o tema no http://scholar.google.com).
A partir de agosto, vamos iniciar todo um treinamento mental de Biofeedback com atletas de apnéia, como a atleta Karol Mayer (http://www.karolmeyer.com), cujo o freqüencímetro cardíaco Polar S810i será uma importante ferramenta de Biofeedback para a atleta. Outra modalidade prevista para iniciar o treinamento mental de atletas olímpicos é o tiro. São dois exemplos do uso de um freqüencímetro cardíaco que podem ser utilizados como biofeedback para melhorar o desempenho de atletas de alto nível. Como grande parte dos atletas buscam no yoga a melhora do desempenho mental, por que não utilizar os equipamentos de Biofeedback, como o freqüencímetro cardíaco, para ganhar medalhas?
Leituras Complementares Informações sobre Biofeedback: artigos, equipamentos, reportagens, etc.: HRV Analysis Software for Windows Sistema Nervoso Autônomo Depressão, taxa de variabilidade de freqüência cardíaca e infarto agudo do miocárdio A study to determine the effectivenes of yoga, biofeedback & music therapy in management of hypertensin |
Prof. Dr. Emílio Takase
Laboratório de Neurociência do Esporte e Exercício
http://www.lanespe.ufsc.br
Tel.: (48) 3721 8245
| Agradecemos sua visita! Para que as publicações estejam cada vez mais próximas de seus interesses, gostaríamos de contar com sua colaboração na qualificação das questões abaixo: |
