FUNÇÕES DO CÓRTEX FRONTAL

Segundo Wikipedia (www.pt.wikipedia.org) “Educação engloba ensinar e aprender”. E também algo menos tangível, porém mais profundo: construção do conhecimento, bom julgamento e sabedoria. A educação tem nos seus objetivos fundamentais a passagem da cultura de geração para geração.

Novamente fala-se em pesquisa, informação e conhecimento. Mas do que vale todo este estudo se não conseguimos até hoje diminuir a obesidade, a violência, as dificuldades de aprendizagem, os transtornos cognitivos, a depressão e outros problemas? Cada vez mais a educação precisa passar por novas definições a partir dos estudos da Ciência do Cérebro, principalmente compreender melhor a função executiva, centrada no lobo frontal do córtex.

Função executiva (FE) é uma das áreas do córtex que vem sendo valorizada nos últimos anos. É um executor que tem “responsabilidades” como: organização, planejamento, fixação de metas, controle das ações, tomada de decisão, dentre outras funções características da natureza humana. Assim, uma parte substancial das funções executivas consiste em desenvolver modelos mentais destes processos de "comos", "porquês" e "quandos" a um valor fundamental no desenvolvimento educacional.

Imagine então, o cérebro de um bebê e da criança em pleno desenvolvimento em busca de uma orientação dos seus bilhões de neurônios para uma adequada organização funcional e estrutural. Além disso, o lobo frontal é um dos últimos a amadurecer, processo que ocorre antes dos 20 anos. Em pleno século XXI, há “ene” possibilidades do seu cérebro estar tomando decisões para moldar sua personalidade. Será então que a nossa dificuldade de tomar decisões está relacionada a uma educação inadequada do cérebro executivo desde o nascimento? A resposta é sim.

Por exemplo: por que não educar as crianças a identificar e organizar os passos para completar as atividades cognitivas? Como eu devo verificar meu progresso mental, de modo a avaliar o quanto preciso desenvolver? Estas são questões que os educadores podem ouvir de tempos em tempos, mas elas revelam quais podem ser os processos cognitivos e emocionais fundamentais para a adaptação e realização humana. Gerenciando como aprendizes, desenvolvendo uma consciência quanto ao nosso conhecimento, tanto como à nossa falta de conhecimento, as crianças podem conseguir realizar vários objetivos usando habilidades executivas e metacognitivas.

As funções executivas são modeladas por muitas influências educacionais e compreendem um conjunto de habilidades e de conhecimento. Podem ser ensinadas de alguma forma direta? A resposta mais uma vez é sim! Os elementos mais precoces das funções executivas tem como ponto de partida a interação entre pais e filhos, expande-se muito nas brincadeiras, e florescem em atividades acadêmicas, sociais e recreativas mais complexas. Crianças se tornam mais efetivas como executores pessoais quando são desafiadas e treinadas para isso. As habilidades de funções executivas, por exemplo, podem ser incorporadas nas atividades de ciências, de redação e leitura e no estudo da matemática, enfatizando estratégias específicas para aprendizagem, implementando passos de auto-instrução e promovendo práticas colaborativas e independentes. As atividades que valorizam os processos cognitivos, emocionais, sociais e físicos estarão auxiliando as crianças a desenvolverem a AUTONOMIA e a ATITUDE, aprendendo assim, a organizar, planejar e tomar decisões não só na escola, mas para toda a vida. Educar para que a criança SEJA EMPREENDEDORA (veja no Wikipedia sobre o empreendedorismo e suas características) desde o nascimento, já que o grande empreendedor apresenta as funções executivas bem desenvolvidas.

Pais, educadores e neurocientistas ou, no futuro próximo, os educadores cerebrais, poderão iniciar um diálogo sobre como promover o desenvolvimento de funções executivas elementares e avançadas em cada criança, desde a pré-escola, através de atividades físicas e psicológicas como música, esporte, jogos cognitivos, arte, entre outras. Com tal colaboração, será possível atingir uma combinação de maior sucesso na aquisição e utilização das informações e, consequentemente, na produção e socialização do conhecimento, uma gama mais ampla de habilidades para a adaptação e desempenho de cada criança ao longo de sua vida.